quinta-feira, 17 de julho de 2014

Análise... Bioshock Infinite...

Mindblowing é apelido...


A série Bioshock entrou no mercado gamer com os dois pés na porta e com uma narrativa adulta, estilo artístico único e um mindblow surpreendente no final do seu primeiro game.

Hoje, depois de um segundo jogo que chamou a atenção de todos não pelos itens acima, mas por ser apenas uma atualização desnecessária do primeiro, temos Bioshock Infinite, uma obra prima que (se não supera) está no mesmo nível do primeiro game.

O game não é um lançamento dos mais quentes, já foi lançado ano passado (2013) e, se utilizando da Unreal Engine, como os games anteriores, conta (mais uma vez) com estilo artístico único para se diferenciar das dezenas de FPS disponíveis no mercado.


Sim, já vimos efeitos de luz como estes. Sim, já vimos texturas como essas. Sim, os modelos também não são diferentes do que já vimos em outras franquias. Não, nunca vimos esses pontos todos unidos de forma tão harmoniosa. Sim, Infinite encerra a discussão "Games são arte"...

Se nos primeiros games tivemos uma jornada solitária pelo fundo do mar, desta vez temos a companhia da adorável Elizabeth, pelas ruas aéreas (parece estranho? Jogue e verá que não é) de Columbia. Nossa missão? Encontrar a menina e trazê-la à um casal que limpará a nossa dívida.


Mas as coisas não vão bem em Columbia, não estão no nível Rapture, mas estão longe da tranquilidade pregada por Comstock, o "Profeta" e fundador da cidade. Assim como em Rapture, a divisão de classes sociais é um problema constante, e aqui, em 1912, o racismo e fanatismo religioso também são ponto recorrentes.

Elizabeth não é a donzela em perigo que somos apresentados, ela sabe se defender e procura pelo cenário armas, tônicos (os splices, do primeiro game, que dão poderes muito divertidos ao personagem) e até dinheiro, para ajudar em nossa jornada.


À primeira vista, Elizabeth é uma pilha de clichês. Aquele olhar choroso e decote, mais avançado que a tecnologia que mantém Columbia nos ares, nos enganam mesmo... Elizabeth é autosuficiente e está ali para te ajudar, ao contrário de outras companheiras imbecis que temos em outros games (Qualquer uma de Resident Evil, por exemplo)...

O modo como a história se desenvolve, com seus personagens carismáticos aparecendo cada vez mais é o que me manteve na série. Enquanto os combates obrigatórios contra hordas e mais hordas de inimigos quase me fizeram abandonar o jogo. O primeiro jogo já foi assim, é uma característica da série, o combate tradicional dos FPS de antigamente.

Naturalmente que, os tônicos que encontramos no decorrer do jogo mudam a dinâmica do combate, e os trilhos que servem de rápida locomoção para os cidadãos de Columbia tornam o combate frenético. No entanto é algo que não me parece fazer jus ao restante do game, toda a polidez com o mundo e personagens... Apenas... Sei lá... Parece não se encaixar...


Sério, a única coisa que tira a nota 10 do jogo pra mim é essa mecânica batida, velha, de ter que matar todo mundo num raio de 500 metros antes de poder avançar. Bioshock é um jogo de introspecção, uma viagem por um mundo crível com personagens únicos, e história elaborada, não Doom.

Todas as imagens são do jogo, em tempo real...

A história do jogo é encerrada de maneira tão perfeita que decidi não buscar as DLCs. Ouvi alguns comentários e spoilers a respeito delas e resolvi que era melhor deixar assim... A perfeição não demanda continuação.

Bioshock Infinite é uma viagem por um mundo steampunk surreal com história complexa, bem desenvolvida, gráficos muito bons, direção artística fantástica imperdível para quem jogou o primeiro e também aqueles não curtem o gênero FPS por serem "todos iguais"...

2 comentários:

  1. Quando terminei esse jogo, foi na semana do lançamento, e tudo que eu queria fazer era procurar forums e postagens, podcasts, pra ouvir e discutir as minhas impressões do jogo, deu uma necessidade de contar essa história pras pessoas, contei pro meu pai, pra minha namorada, e sim foi uma história muito louca que dá pra ser contada ....e discutida....um dos melhores do gênero.....sobre sua critica a mecânica de matar pra avançar....eu concordo....só...boa análise.

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    1. Senti a mesma coisa ao final Schwarza... Assim que terminei, expliquei o final pra mulher, e fiquei louco pra comentar com mais gente, mas foi em final de semana, e quem disse que tem gente na Alva em final de semana, hehehehe...

      Que bom que gostou da crítica cara...

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