quinta-feira, 10 de julho de 2014

Análise... Dark Souls 2...

DARK SOULS ... Arcade Edition...

​Dark Souls 2 foi lançado em Março deste ano (2014) para os consoles da geração passada, e um mês depois para aqueles que, como eu, põem sua fé em Gabe.

Demon Souls, primeiro jogo da "franquia" Souls fez algum sucesso, foi conhecido pelo nível desafiador e design diferenciado. No entanto, apenas abriu as portas para o que viria a ser a nona sinfonia da série. Dark Souls.

Dark Souls pegou a indústria e quebrou paradigmas desde o primeiro dia. Elevou a dificuldade, e criou uma experiência única, ao te mostrar, depois da belíssima cena de introdução e tutorial, o mundo todo aberto desde o início, com apenas um NPC que lhe dizia "Toque dois sinos e algo acontecerá". E era isso.


Quando ele parava de falar, o player quase inconscientemente esperava que um mapa surgisse na tela, ou um mostrador apontando onde ficavam os sinos, qual caminho seguir. Que alguém lhe pegasse pela mão e levasse até os objetivos...

Ainda deve ter gente esperando que isso aconteça...

A minha experiência com Dark Souls 2, assim como a da maioria dos players de PC, teve início no hype criado pelo mês de diferença entre o lançamento para consoles e Steam. A cada check-in de DS2 que via na Alva, ficava mais louco. Ao ponto de quase comprar o game para Xbox e pagar o dobro do valor da edição de PC.

Quando finalmente pus as mãos na minha cópia (sentido figurado, já que comprei no Steam), fiquei feliz de não ter pago R$ 199,00 na edição de Xbox.

A animação de abertura, como no game anterior, é linda, e nos mostra o novo Chosen Undead chegando à região misteriosa de Drangleic, quando chegamos à casinha com as três senhoras (Fire Keepers aposentadas)... Temos o primeiro momento Skyrim... Elas te falam sobre o lugar onde está, o que está acontecendo e o que vai acontecer...

Estou jogando Dark Souls véia doida... Não Skyrim, não precisa berrar a história na minha cara...

Ok, ok. Passado o choque, saio de Things Betwixt (sim, tive que conferir o nome) e me deparo com o nascer do sol na costa de Majula e a bela canção que começa a tocar ao fundo... Impossível não lembrar da nossa chegada na Firelink Shrine, no primeiro game... Duvida? Procure o cavaleiro depressivo...


Quando realmente saio da entrada da caverna me deparo pela primeira vez com a prometida otimização para os PCs, algo praticamente implorado por nós pc gamers.

Em 1080, com todos os detalhes no máximo e travado em 60fps, fui "obrigado" a caminhar lentamente até a bonfire de Majula, apreciando os detalhes dos degraus das escadas, das rochas, das sombras e mesmo tecidos que dançavam ao vento.

Eis então que topo com a Emerald Herald, a nossa guia nessa aventura, já que, pelo jeito, Dark Souls 1 não era muito "amigável" com o player... Na primeira chance que dou, a desgranida me joga o resto da história na cara... Putz... O que aconteceu? Será que foi preguiça da From Software em criar um mundo que conte sua própria história?

Tá, tá, ok... Tenho que ir pela floresta dos gigantes? Que fica por ali né? Nenhum outro caminho está aberto para eu explorar? Ok, ok...

Mal deixo o cenário lindo de Majula, passo pela floresta e vejo as estruturas maiores do forte, então percebo... Um festival de texturas e modelos pobres. Tão pobres quanto no primeiro jogo, exceto que... A ligação entre Majula e o forte na floresta não parecem fazer tanto sentido. Como a ligação natural de todos os cenários do primeiro game...

Mas espera... Voltando às texturas e modelos... E aquele trailer que revelou o jogo? Vocês sabem de qual estou falando... Aquele...

Quase tudo que está nesse trailer, está no jogo... Só não com a mesma aparência... Aliás, nem perto...

Ok, ok... É Dark Souls... Os gráficos não são o ponto chave... Tudo bem... Vamos em frente...

Depois de explorar o forte, matar um boss facílimo, o que não era um problema, já que foi meio que um tutorial de batalhas com bosses, cheguei ao Persuer, o segundo chefe e espécie de Capra Demon desse jogo...

Sou capaz de apostar que muitos players mais, casuais, desistiram do jogo nesse boss... Não é uma batalha difícil, mas ele é um cara chato... Agressivo, com golpes fortes e rápidos... Morri na primeira tentativa.

Depois de renascer na bonfire, vi que tinha virado undead, merda... Tenho que usar uma humanidade... Ah não... Aqui são Effigies, representações do personagem em pequenas estátuas... Não vou nem comentar a bosta sem nexo que é isso...

Depois de matá-lo na segunda tentativa, resolvi deixar o summon sign na entrada da batalha com ele, para ajudar outros players e testar o reformulado modo online.

Para minha surpresa, em poucos segundos, outro player me chamou, entrei na partida dele, e sem qualquer lag, matamos o Persuer. Quem ajudou um companheiro em necessidade no primeiro game lembra o parto que era jogar online... Esse problema foi solucionado...

Como ganhei um bom número de souls ajudando o rapaz em necessidade, resolvi deixar o summon sign mais algumas vezes por ali, para melhorar meu personagem antes de seguir em frente. Aliás... Fica a dica, se você acabou de matar um boss, dê um grind ajudando os mais necessitados... Verá que a próxima área será muito mais fácil que deveria ser...

Mais um dos problemas do jogo... No Dark Souls original, o jogo era difícil, PONTO. Aqui, se quiser jogar Dark Souls mesmo, se quiser ter aquela experiência de se descabelar, passar uma tarde até finalmente conseguir passar, por exemplo, do Looking Glass Knight (embora tenha sido uma das áreas que mais sofreu com downgrade gráfico desde os trailers de anúncio do jogo, é de longe a batalha mais impressionante do jogo), tem que criar algumas regrinhas próprias, como por exemplo, não usar summon signs.


Como mencionei o nome do Looking Glass Knight (acima), me vejo obrigado a comentar o ponto alto dessa continuação... Dark Souls sempre foi batalhas memoráveis com inimigos incrivelmente bem construídos... Nisso, esse segundo game não me decepcionou, aliás... Melhorou o primeiro...

Com um acesso bastante chato para o player ainda em um nível muito baixo, a Lost Sinner me assustou pela agilidade e batalha no breu quase que total. A visão da armadura do Old Dragonslayer em um cenário bastante familiar me encheu o coração de alegria, e um certo pesar, já que a armadura parecia envelhecida e o guerreiro, cansado.

Depois de passar por uma área subterrânea linda, que em muito me lembrou as ruínas do reino anão, em Skyrim, nos coloca de volta no caminho, com um boss bizarro como só Dark Souls pode nos proporcionar. 

A batalha contra a Executioner's Chariot (à direita) somada à Looking Glass Knight, valem o ingresso desse espetáculo... Não vou entrar em detalhes nessas duas para não estragar a surpresa.

No entanto hoje, com mais de 40 horas de jogo (suavemente divididas entre dois personagens), estou empurrando o jogo com a barriga.

Os gráficos, inconstantes em qualidade, a história meia boca, com um clichê colossal bem ao centro, os elementos chupados do game anterior (Npc traíra, Rei ferrado, quatro grandes almas, etc, etc...) e a Drangleic que mais parece uma colcha de retalhos (ou acha que colocaram o fast travel entre bonfires desde o início por que?) sem qualquer vestígio daquele mundo orgânico, bem estruturado que criaram no primeiro game. Falhas difíceis de se ignorar.

Não me entenda mal, Dark Souls 2 não é um jogo ruim, ao contrário, é um jogo muito bom... Mas se eu quisesse um Skyrim multiplayer com mundo genérico, tinha comprado o Elder Scrolls Online...

2 comentários:

  1. Ótima colocação em todos os aspectos, acho que o único que não vi, ou deve ter passado desapercebido por mim é a questão da movimentação, não que ela esteja ruim, porém ela é totalmente diferente do Dark Souls e quando peguei o 2 achei isso estranho demais, até demorou pra me acostumar.
    No mais parabéns, bela analise Sr. Executor.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bom que gostou cara.
      É exatamente o que quis dizer... Não é ruim, só não é Dark Souls, hehehe...

      Excluir