quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O que joguei em 2014 - Edknight

Eu, assim como todos os autores e colaboradores do Porca Flamejante, estou participando dessa "corrente" de postagens sobre o que jogamos esse ano, o MeMe Gamer, apontando os pontos altos e baixos dentre esses jogos. Decidi separar os jogos em "prêmios" fictícios, então uma descrição do porque aquele jogo deveria ser mencionado, e depois algumas menções honrosas de games na mesma categoria, mas que desempenharam um papel menor. Então, aqui vai minha colaboração:


Prêmio "Hora do Duelo" - Magic The Gathering: Duel of the Planeswalkers 2014
Bom, entre jogatinas sérias e casuais, talvez este seja um dos games que mais joguei esse ano, e mesmo tendo terminado o modo campanha, desafios, DLC e tudo mais, sempre é divertido voltar a jogar um duelo. Aliás, se não fosse assim, eu não seria o Cavaleiro das Cartas.

Como um bom mago azul, fiz uma criatura de um mana azul se tornar 12/12
Well, o que falar de Magic? O melhor Card Game de todos os tempos. Equilibrado. Inteligente. Interessante. Sempre é agradável pegar meu deck azul e conjurar algumas Magias Instantâneas para irritar o adversário e virar uma partida praticamente perdida.
Joguei o Magic 2014 esse ano por ter lido várias criticas negativas do seu sucessor, Duel of Planeswalkers 2015, que além de ser ainda mais caça níqueis que esse jogo, tem alguns modos de jogo faltantes. Ainda assim, pretendo logo experimentar a possibilidade de montar um deck totalmente personalizado que esse jogo oferece. Por enquanto, continuo no 2014.

Deck branco não é minha especialidade, mas com esse exército não tem como perder
Menções Honrosas: YGOPro (tá, não é um jogo exatamente, mas uso como se fosse), Hearthstone (o novato e atualmente o mais promissor concorrente do Magic), Pokemon TCG Online (a IA é idiota, mas o jogo em si é bem bacana), e Shandalar (Uma versão antigona do Magic que dá total liberdade para o jogador e tem um modo aventura muito bom, além de ser um abandonware, ou seja, gratis por aí pela net).

Prêmio "Jogo do Capeta" - Shin Megami Tensei - Strange Journey
Procurando alguns RPGs para colocar no meu Nintendo DS, acabei por acidente conhecendo a série Shin Megami Tensei, com o jogo tático Devil Survivor. O climão tenso apocaliptico e a mitologia pesada desse jogo me deram curiosidade de buscar outros jogos da saga, e nesse interim achei o Dungeon Crawler mais bacana que já joguei. Já vinha jogando ele há um bom tempo, mas só consegui finalizá-lo em Janeiro desse ano (primeiro game finalizado), então ele entra na lista.


O jogo trás como pano de fundo uma espécie de buraco negro, que surge no Polo Sul. A área é chamada Schwarzwelt, e investigada por cientistas de todo o mundo. Por fim, uma força tarefa com os melhores soldados e cientistas do mundo é enviada para combater a ameaça de dentro. Nesse ambiente, o protagonista sem nome, o impulsivo soldado Jimenez, a cientista Zelenin e um grupo de tripulantes das naves enviadas para a investigação, sob a liderança do Comandante Gore e a direção do robo Arthur, começam a investigar a área e descobrem que está repleta de DEMÔNIOS, e que os mesmos estão tentando expandir o Schwarzwelt e destruir o mundo. Basta aos humanos equipados com suas armaduras DEMONICA, tentar evitar a ameaça.



O jogador controla o protagonista andando por dungeons numa visão em primeira pessoa. Ao dar uma certa quantidade de passos, o jogador é transportado para uma tela de batalha, onde entra em conflito com demônios, de uma forma bem similar a qualquer JRPG. Diferente dos jogos no estilo citado, você pode dialogar com os demonios, inclusive fazer acordos com eles para ganhar dinheiro, itens e mesmo pedir para eles se aliarem a você, e formar sua equipe poderosa de demonios para enfrentar mais demonios e fugir do Schwarzwelt.

O jogo traz uma história muito bacana, embora pareça um clichê do "humano salvando o mundo do mal", conforme a trama vai avançando você vê que nem tudo é tão preto e branco. Jimenez e Zelenin, seus maiores aliados, fazem o papel do "capeta" e do "anjinho", que tentam levar o protagonista a ver seu lado na história. Há a possibilidade de ir contra ambos também, seguir o caminho neutro e humano, em contraste com o "herói da justiça" e "anti-herói egoísta".

Menções honrosas: Orcs and Elves (um Dungeon Crawler bem raso, mas que me divertiu por algumas semanas), Etrian Odyssey (Dungeon Crawler da Atlus, com uma história medieval e uma dificuldade absurda)

Prêmio "Quando você ver, cagará tijolos" - Bioshock Infinite
Comecei a jogar esse FPS também no ano passado. Achei bacaninha, a mistura de Shooter com poderes especiais, uma donzela em perigo (e que donzela) e teorias quanticas para todo lado. Divertidíssimo.


Aqui, o protagonista Booker deWitt é guiado por um casal de gêmeos há uma torre no meio do mar, assim como nos Bioshock anteriores; mas em vez de se afundar numa cidade subaquatica, ele é elevado aos céus. Ao chegar em Columbia, ele tem a missão de resgatar uma garota, assim "sua dívida será paga". Desde o primeiro momento somos apresentados a um herói que cometeu erros no passado, embora o que ele fez só fique exatamente claro no final do jogo.


Aliás, o jogo começa como um shooter meio genérico, e vai aos pouco introduzindo conceitos de física quantica, de forma que a mente começa a bugar. Esses conceitos vão sendo mostrados pouco a pouco durante o game, de forma quase imperceptível (os gêmeos com suas habilidades sobre-humanas, Elizabeth e seu "dom", um antagonista que de alguma forma honra o nome de profeta e consegue prever cada movimento do herói), e nos momentos finais, tudo vai se emendando muito rápido e enfim você chega no final, solta o controle e fica ali, uns dez minutos, tentando entender o que aconteceu, num momento de reflexão.


A jogabilidade é bem tranquila, embora não fosse nenhum especialista em FPS, não tive problemas com o jogo, já que além da maioria dos combates não ser dificil, há os Vigores, uns frascos com um líquido que dá alguma habilidade super-humana ao jogador, como lançar bolas de fogo ou fazer um inimigo se tornar um aliado temporário. Quando você encontra Elizabeth, o jogo fica ainda mais suave, já que ela usa a habilidade de criar fendas no espaço-tempo e encontra Sais (o MP do jogo), MedKits e dinheiro, de tempo em tempo, e oferece a você durante os combates para ajudar.

Menções honrosas: Metro: Last Light (pela ambientação pós apocaliptica e lore)

Prêmio "Uma sobrevivente renasce" - Tomb Raider

Ainda era um guri inexperiente nas sensualidades da vida, quando conheci a saga de Lara Croft no Playstation (com Tomb Raider: The Last Revelation e com Chronicles). Os jogos eram bacanas, e como era bem infante, o sex appeal da protagonista não foi um ponto decisivo para mim (fui um guri totalmente inocente até os  anos). Depois de algum tempo, vieram alguns filmes toscos, o fraquissimo Tomb Raider Underworld, e mais uma porção de jogos que nunca tive vontade de jogar, vi o anúncio, e acompanhei o desenvolvimento do Reboot com uma certa gana (tanto pelo jogo quanto pela nova Lara), e quando recebi o game na PSN Plus, dei saltos de alegria e meio que abandonei os demais jogos que estavam em andamento para jogar isso aqui.

Lara Croft, no começo do jogo
O jogo reconta as origens de Lara Croft, aqui ainda uma jovem arqueóloga, em sua primeira expedição. Após passar por problemas com o navio durante a passagem pelo Mar do Diabo, Lara acaba acordando numa ilha misteriosa, onde se encontram os resquicios de uma civilização antiga, o reino de Yamatai. Agora ela deve explorar a ilha, reencontrar seus amigos e tentar sair daqui. Mas não vai ser fácil, já que os poucos habitantes da ilha acabam tornando a tarefa mais difícil para a aventureira.

Lara Croft, mais perto do fim do jogo
Esse jogo é simplesmente sem comentários. Seja nos momentos de ação, com tiroteios interminávis ou com uma pequena pitada de stealth, seja na hora de fazer o crafting de itens e acessórios. A exploração é bem divertida, e há muitos itens, sejam relíquias ou documentos de antigos e atuais habitantes da ilha, que Lara pode achar. Há algumas cavernas onde ela deve resolver algum puzzle bem simples, e achar algum tesouro mais valioso.

A história é bem direta, sem nenhuma grande reviravolta, sem nenhuma surpresa grande. Você conhece o vilão da história em pouco tempo de jogo, e vai seguindo por vários trechos da ilha juntando recursos para fugir de lá enquanto tenta parar o inimigo de cumprir seus planos.

Mas uma coisa que merece menção é que o jogo é um verdadeiro "torture porn". No primeiro momento do jogo em que você controla a protagonista, ela está pendurada no teto de uma caverna, ao se soltar ela leva um belo tombo (e cai em cima de um espinho que atravessa o lado do seu abdomen), tem de fugir de um maluco da ilha, de uma caverna desmoronando, tem que rastejar pelo chão, correr, cair, enfim, uma bela dose de sofrimento que é apenas um prelúdio ao que vem pela frente: ela ainda será cortada, flechada, queimada, passa fome, frio, leva tiro... Quando chegar aos 20% da história, você vai estar com dó da pobre Lara, vai ter vontade de largar o controle e falar "não, fia, parei. Descansa um pouco. Quer colo? vem cá, vem..." . Mas, infelizmente, é necessário seguir em frente, e sofrer muito mais, para chegar ao fim da história, em que realmente, como diz o slogan do jogo, "Uma sobrevivente nasce".

Prêmio "Monstro de Bolso" - Binding of Isaac: Rebirth

Talvez o game de portátil que mais joguei esse ano, e ainda tem muuuuita coisa por fazer, muitos segredos pra descobrir e finalizar o jogo mais diversas vezes pra conseguir terminar 100% do jogo. Isso se eu tiver sorte de conseguir fazer isso antes do lançamento da DLC, que Edmund McMillen já disse que está em desenvolvimento e que possivelmente irá dobrar o tamanho do jogo (!!!!)



Aqui é contada a história de Isaac e sua mãe, que viviam juntos numa pequena casa no alto de uma colina. Isaac vivia feliz brincando com seus inocentes bonquinhos, e sua Mãe passava os dias assistindo broadcasts cristãos. Até o dia em que a Mãe ouve uma voz do além, que diz que o garoto está em pecado, e a mãe tira todos os brinquedos, roupas e alimentos de Isaac. Pela segunda vez, a voz fala com a Mãe, e dessa vez ela tranca ele no quarto. Na terceira vez, ao ouvir a voz a Mãe pega uma faca e se prepara para sacrificar o próprio filho, mas Isaac acha uma porta para o porão, por onde foge, e deve enfrentar diversos desafios para escapar das garras da mãe.



Cara, e que joguinho divertido, com itens que fazem piada com a cultura pop, com religião, com tudo. Sangue, bosta, explosões, muitas lágrimas. O jogo é basicamente um bullet hell com um mapa gerado proceduralmente, ou seja, cada jogatina é única. E o jogo é bem dificil, tem alguns desafios meio absurdos mas você pode estar num dia de sorte e conseguir bons itens logo de início e fazer uma run rápida e fácil. Ou não ter sorte, e abrir o caminho na base da porrada, com muito suor e lágrimas (literalmente). Há itens que funcionam de forma imprevisível, podendo ser uma grande ajuda numa run e um malefício logo na run seguinte. O jogo também possui uma certa estratégia, na forma de gerenciar sua vida, itens e grana, de forma a aproveitar ao máximo os recursos que tem em mãos e não depender tanto da sorte.


Menções Honrosas: Cards and Castles (Um card game tático para celular), Hora de Aventura: Guerra de Cartas (joguinho mobile baseado no episódio Guerra de Cartas do desenho Hora de Aventura, uma espécie de Magic The Gathering para noobs), e Pixel Dungeon (roguelike extremamente dificil e divertido, também para celular, com graficos retrô e tals). Vale citar os rogue-lites que não são mobiles também: Risk of Rain (um shooter 2d com mundo gerado proceduralmente que vai ficando mais dificil a cada minuto que se passa) e Rogue Legacy (um Metroidvania onde cada personagem recebe uma herança em dinheiro e genética de seus antecessores, e tem que derrotar os monstros de um castelo aleatório)

Prêmio "Nostalgia" - Vagrant Story

Esse ano adquiri um PSP, e como tinha encontrado um emulador fantástico para jogar no PC pouco tempo antes, o portátil tem servido realmente como um Playstation Portátil, onde eu tenho jogado alguns games que gostava da época do PS. E não poderia fazer isso e deixar meu RPG favorito de lado.


O jogo é extremamente dificil (não sei como consegui finalizá-lo na época, já que jogava feito um babuíno descontrolado), há um gerenciamento pesado de itens, Mana, RISK, Skills aprendidas. Manter um RISK alto dificulta a precisão dos ataques e faz com que os inimigos acertem mais danos críticos, mas a maioria dos ataques maneiros fazem o RISK ir às nuvens, então é necessário gerenciar bem os All-Out Attacks e os momentos onde você vai passando com paciência e perseverança.


Menção Honrosa: Front Mission 3, meu RPG tático favorito de todos os tempos. Mechas, guerras mundiais, Ryogo fazendo piadinhas no meio de um conflito de vida ou morte, customizações pesadas, e aquele momento em que você só tem um wanzer enfraquecido e derrota uns três inimigos de uma vez. Memorável.

Prêmio "Picasso" - Muramasa Rebirth

Um dos jogos mais bonitos que joguei esse ano, Muramasa conta a história de Momohime, uma garota que foi possuida por um espírito de um guerreiro maligno extremamente poderoso; e Kisuke, um ninja que perdeu a memória e é perseguido por ninjas do seu antigo clã. Ambos os personagens estão em busca da Oboro Muramasa, a espada lendária que rivaliza com o poder dos deuses, e é capaz de cortar até mesmo o destino. Nuff said, deixarei as imagens falarem:









Menção honrosa: Dragons Crown, da mesma empresa:









Prêmio "Visual é Tudo" - Danganronpa
Depois de jogar Phoenix Wright no NDS, fiquei órfão de um estilo de jogo que antes achava bem meia boca, mas que depois passei a gostar muito: os Visual Novels, aqueles jogos que tem uma narrativa pesada e toneladas de diálogos, enquanto que a parte de jogabilidade é bem leve, geralmente limitada a puzzles ou seleção de escolhas de texto em resposta a algum evento. Não mais. esse ano achei excelentes VNs, inclusive um que ultrapassou o anteriormente predileto Ace Attorney.

Danganronpa é sobre um grupo de estudantes que são trancados numa escola sob o comando de um ursinho de pelúcia sadico e maligno, que propõe um jogo simples: ele deixará uma única pessoa sair da escola, caso essa pessoa consiga assassinar um dos colegas, e passar despercebido. O protagonista diz que nenhuma pessoa em sã consciência faria uma coisa dessas, mas será que seus amigos pensam da mesma forma?


O cast principal tem 15 personagens, com personalidades bem distintas, habilidades especiais, cada qual com seu background e motivações para sair da escola. O diretor Monokuma é um personagem extremamente divertido, sempre tem uma piadinha na ponta da língua, costuma agir como um tipo de tarado e está sempre vigiando os alunos com a finalidade de manter a ordem entre os jovens. Mas ao notar que os alunos estão se acomodando à vida na escola, ele acaba arranjando um meio de 'incentivar' os alunos a quererem sair de qualquer forma, seja com ameaças aos familiares, revelação de segredos ou pura e simplesmente oferecendo dinheiro. E nesses momentos, o pior acontece, e algum aluno é encontrado morto.

Quando algum personagem é assassinado, começa uma série de investigações pela escola (que geralmente apontam para o suspeito errado). Após um bom tempo de pesquisas, coletando informações e argumentos, todos os alunos vivos são obrigados a participar de um júri, entre si, onde devem apontar quem é o culpado pelo assassinato: se errarem, todos morrem, exceto o assassino, que recebe o direito de sair da escola; Se acertarem, vivem por mais uma rodada, e o assassino é punido com uma execução bizarra.


Menções Honrosas: 9 Hours, 9 Persons, 9 Doors (ou 999, um game intrigante sobre um grupo de pessoas forçadas a jogar o Nonary Game e correr contra o tempo para salvar suas vidas, cheio de referências à literatura e física quantica) e a continuação Virtue's Last Reward (um jogo com um clima mais light, mas um pouco mais engraçado e com puzzles mais interessantes, mas ainda com muitas teorias de física quântica).

Prêmio "Vanderlei Cordeiro de Lima" - Watch Dogs

O único jogo pelo qual tive algum hype esse ano (os demais são todos de anos passados). Sim, fui decepcionado.


O jogo segue a história de Aiden Pierce, um hacker que se envolveu com gente poderosa e foi caçado, e como consequencia sua pequena sobrinha de 5 anos morre em um acidente de trânsito. Aí, assolado pelos fantasmas do passado, o rapaz decide usar suas habilidades de hacker para fazer justiça com as próprias mãos e caçar todos os criminosos de Chicago.

Primeira coisa que irei falar, não achei o jogo de todo ruim. Acho que uma nota 7,5 ou 8, de 10. o grande problema é que a Ubisoft nos enganou. Prometeu um mapa gigantesco e fabuloso, e tudo que nos deu foi um mapa gigantesco e tedioso. Prometeu um matador de GTAs, e teria apanhado feio caso a Rockstar tivesse decidido lançar um GTA San Andreas HD Remaster.


Não é que o jogo não tenha nada de bom. As sidequests são bacanas, hackear os dispositivos para chegar a um ponto específico é bem legal, ficar sabendo os podres da vida dos cidadãos é daora (como um justiceiro, só roubava pessoas que faziam merda ou se envolviam com coisas ilegais). O modo Multiplayer 1x1 é muito bacana, com uma pegada à là Demons/Dark Souls (onde um hacker te invade, e você deve confrontá-lo antes que ele roube seus dados, ou você invade o mundo de outro jogador e deve fazer o mesmo, na surdina, sem ser detectado). Mas é só.

Os personagens são bem rasos, você vai saber quem é o traíra da história a primeira vez que o ver, tem o personagem principal que fez uma merda e quer consertar isso salvando o mundo, tem um momento "fiz besteira mereço morrer" de outro personagem, que realmente morre nessa parte, e que eu achei um sacrifício meio banal, não consegui sentir aquela tristeza, empatia, só senti raiva da produtora do jogo. O melhor personagem, Jordi Chin, aparece bem pouco na história e apenas fazendo umas ligações para o Aiden. A questão dos veículos nem me incomodou muito, achei que foi mais questão de me adaptar para sobreviver. Mas os Deus Ex Machina usados para encaixar a história nos trilhos no fim, me tiraram do sério. Sem contar que a luta mais legal é no meio do jogo, quando tu enfrenta o seu inimigo hacker do Merlaut.

Menções Honrosas: Binary Domain (o shooter em terceira pessoa da SEGA não me empolgou muito, e eu esperava muito desse jogo depois de finalizar Vanquish, que tinha uma história pobre, mas jogabilidade frenética e divertida a ponto de compensar bem esse defeito), I Am Alive (esperava um survival, com racionamento de alimentos e recursos, mas no fim é só um shooter meio genérico com pouca munição)

Prêmio "Os Últimos Serão Os Primeiros" - The Last of Us

A cereja do bolo. A obra prima.

Sinceramente, quando vi todo o hype pelo jogo, e depois de lançado, todos os elogios, achei que era exagero. mas a Naughty Dog fez simplesmente o melhor jogo da geração (mesmo não sendo um dos meus estilos favoritos, shooter em terceira pessoa). Ganhei esse jogo no meu aniversário ano passado, mas por causa do último ano da faculdade acabei postergando o jogo pra esse ano.


O jogo não conta simplesmente "uma história sobre zumbis". É um jogo sobre seres humanos, sobrevivendo num mundo infestado de zumbis. Aqui, as relações entre os personagens fazem sentido. Não tem como jogar o prólogo, e não sentir empatia pelo Joel e por tudo aquilo que ele passou, ou ao menos entender sua atitude de "f**a-se o mundo". O sentir a mesma empatia pela Ellie, uma garotinha que nasceu e cresceu nesse mundo deformado, não conhece quase nada do mundo e vai descobrindo aos poucos o que são e pra que servem as coisas, guiada pelo Joel. A evolução dos relacionamentos entre os personagens é tão natural, que quando chegar ao fim do jogo, se você olhar para trás, verá que os dois protagonistas tinham uma relação completamente diferente, e você nem sequer se deu conta de onde isso mudou.


Logicamente, o jogo tem falhas. Quase sempre, nos momentos de stealth, enquanto você está ali concentrado em passar por uma legião de inimigos sem ser detectado, a IA vai fazer a Ellie correr como uma retardada de cara com os inimigos (sério, já cheguei a ver ela peitar um Infectado). E sabem o que acontece nesse momento? Nada. Ninguém vê a garota.


A ação do jogo é muito divertida. Em alguns poucos momentos, ele te força a usar stealth ou matar Infectados atirando (dá pra matar com Melee também, mas é inviável), mas a maior parte do tempo, o jogo deixa isso a seu critério. Logicamente, num mundo pós apocalipse zumbi, os recursos são escassos, então você pode usar gambiarras para fabricar molotov, bombas de espinhos, ou colocar alguma lâmina em uma arma tosca para torná-la mais mortífera. O que mais me deixou impressionado com esse jogo, no entanto, foi o final dele, foi bem inesperado. Isso porque eu tinha umas duas ou três teorias de como iria acabar, e todas as previsões foram erradas.

Menção Honrosa: Ni No Kuni. Ainda não acabei, mas que jogo fantástico (esse sim, meu estilo favorito: RPG). Você se sente dentro de uma animação do Studio Ghibli (Mononoke, Chihiro, O Castelo Animado, etc). A arte do jogo é linda, a atuação de voz dos personagens muito bem feita (ao menos em JP), ele é engraçado, emocionante, divertido, bem animado, a história é um conto infantil de fantasia, mas é bem bacana, há toda uma parte de cuidar dos monstrinhos que captura durante o jogo, há um livro enorme in-game, o Wizard's Companion, com o lore do jogo, enciclopédia de magias, itens, monstros, mapas, o alfabeto rúnico... Enfim, ainda não achei um defeito no jogo que incomode. Simplesmente fabuloso e um must-have de qualquer dono de Playstation 3.



Bom, essa é a minha colaboração com o MeMe gamer. Ficou gigante, né? Espero que vocês tenham paciência de ler ao menos um pouco do que escrevi, e comentem aí qualquer bobagem que eu falei, ou onde vocês concordam com minhas opiniões. See Ya!

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